Business

Imersão Visão conecta desenvolvimento pessoal e profissional para fortalecer a liderança e impulsionar o crescimento dos negócios

Por Flavia Kappell

Ao integrar desenvolvimento pessoal e profissional, a Imersão Visão conduziu empresários, empreendedores, gestores e profissionais por uma jornada de reflexões sobre mentalidade, visão, alta performance, liderança, carreira e estratégia, evidenciando como o desenvolvimento de pessoas impacta diretamente o crescimento dos negócios.

Imagem

Em um mercado caracterizado por mudanças aceleradas, transformações tecnológicas e novas formas de liderar organizações, cresce também a compreensão de que o desenvolvimento dos negócios não pode ser analisado isoladamente do desenvolvimento de quem os conduz. A capacidade de tomar decisões, formar equipes, construir estratégias e responder às constantes mudanças do ambiente empresarial passa, inevitavelmente, pela forma como líderes interpretam desafios, desenvolvem competências e projetam o futuro de suas carreiras e empresas.

Realizada no dia 11 de julho, na Casa Zayit, em Lajeado, a Imersão Visão – Mentalidade e Crescimento Estratégico reuniu empresários, empreendedores, gestores e profissionais de diferentes segmentos em uma experiência voltada ao desenvolvimento pessoal e profissional. Ao longo da programação, os participantes foram conduzidos por reflexões sobre mentalidade, visão, alta performance, medos, crenças, liderança, carreira e estratégia, evidenciando como o crescimento das pessoas impacta diretamente a evolução dos negócios.

A programação foi conduzida por Simone Berté, mentora e especialista em mentalidade para alta performance e desenvolvimento humano; Tailise Pritsch, estrategista de negócios; e Thalita Zanin, especialista em negócios High Ticket, mentora da Athera Brasil e do método MPS no Paraguai, que veio de São Paulo especialmente para participar da imersão. Mais do que compartilhar metodologias ou experiências profissionais, as três especialistas conduziram os participantes por uma reflexão sobre o papel da liderança na construção de carreiras, empresas e decisões capazes de gerar crescimento pessoal e profissional.

Embora tenham abordado temas distintos, as apresentações convergiram para uma mesma compreensão: empresas crescem na medida em que seus líderes evoluem. Nesse contexto, desenvolvimento humano e estratégia deixam de ocupar espaços separados e passam a integrar um mesmo processo de transformação.

Liderar começa pela forma de pensar

Responsável por abrir a programação, Simone Berté convidou os participantes a iniciarem a experiência suspendendo julgamentos, expectativas e respostas prontas. A dinâmica da "xícara vazia" simbolizou a importância de criar espaço para novos aprendizados antes mesmo da apresentação dos conteúdos.

A proposta estabeleceu o tom da imersão: além de transmitir conhecimento, provocar uma revisão da forma como cada participante interpreta desafios, conduz pessoas e toma decisões.

Ao compartilhar uma experiência que marcou sua trajetória profissional, Simone destacou que muitos líderes permanecem concentrados na rotina operacional, respondendo às urgências do dia a dia, sem dedicar tempo para refletir sobre propósito, direção e escolhas estratégicas.

Segundo ela, liderar organizações exige, antes de tudo, compreender como crenças, experiências e padrões de comportamento influenciam a maneira como decisões são tomadas.

Foi nesse contexto que apresentou o conceito da "engrenagem dos resultados", explicando que pensamentos influenciam emoções, emoções direcionam ações e ações determinam os resultados alcançados.

A lógica proposta desloca o foco da liderança para um aspecto frequentemente negligenciado nas organizações: a interpretação que gestores fazem das situações que enfrentam diariamente.

"Se eu quiser mudar os meus resultados, preciso mudar os meus pensamentos", afirmou durante a apresentação.

Na avaliação da especialista e mentora, reconhecer medos, crenças limitantes e padrões de comportamento não significa voltar o olhar exclusivamente para questões individuais. Significa compreender fatores que interferem diretamente na forma como líderes conduzem equipes, estabelecem prioridades e constroem estratégias dentro das organizações.

Foi a partir dessa perspectiva que uma das frases mais marcantes da manhã sintetizou sua abordagem:

 "Aquilo que é visto pode ser transformado. O que permanece escondido continua comandando a vida."

Imagem

Quando a liderança constrói cultura

Ao aprofundar a discussão sobre desenvolvimento humano, a mentora Simone Berté trouxe a reflexão para dentro das organizações.

Segundo ela, cultura organizacional não nasce de discursos institucionais, mas da coerência entre aquilo que líderes comunicam e aquilo que praticam diariamente.

Nesse processo, visão, comunicação e repetição tornam-se elementos fundamentais para transformar objetivos individuais em uma direção compartilhada por toda a equipe.

Na avaliação da especialista, um dos desafios enfrentados por muitas empresas está na expectativa de que colaboradores compreendam naturalmente aquilo que permanece apenas na mente de quem lidera.

Para Simone, liderar significa construir clareza.

Significa comunicar, orientar, desenvolver pessoas e criar condições para que cada profissional compreenda não apenas o que deve fazer, mas por que determinada direção foi escolhida.

 Além de delegar tarefas, defendeu, liderar é desenvolver pessoas capazes de sustentar a visão da organização no longo prazo.

 

Imagem

Estratégia começa pelo diagnóstico

Se Simone Berté conduziu a reflexão sobre a forma como líderes constroem suas decisões, coube a Tailise Pritsch ampliar esse olhar para o ambiente organizacional. A estrategista trouxe à imersão uma perspectiva voltada à gestão, mostrando que crescimento empresarial depende menos de fórmulas prontas e mais da capacidade de compreender a realidade da empresa antes de definir qualquer direção.

Para ilustrar essa ideia, utilizou uma analogia simples. Assim como um aplicativo de navegação precisa identificar o ponto de partida para calcular uma rota, empresas também precisam conhecer com clareza sua situação atual antes de estabelecer objetivos de crescimento.

"Não adianta saber onde você quer chegar se não sabe de onde está saindo", afirmou.

Na avaliação da estrategista, um dos erros mais recorrentes na gestão é concentrar esforços apenas no planejamento do futuro sem realizar um diagnóstico consistente do presente.

Estrutura organizacional, posicionamento de mercado, capacidade de execução, processos internos, perfil das equipes e desafios operacionais precisam ser analisados antes da elaboração de qualquer estratégia. Sem esse entendimento, metas tornam-se intenções e planos deixam de produzir resultados concretos.

 Ao longo da apresentação, Tailise reforçou que estratégia não começa pela definição de indicadores ou metas financeiras, mas pela capacidade de interpretar corretamente a realidade do negócio e reconhecer aquilo que precisa ser desenvolvido para sustentar o próximo ciclo de crescimento.

Imagem

Liderança também exige autoconhecimento

Outro ponto enfatizado durante sua participação foi o papel da liderança na formação das equipes.

Segundo Tailise, antes de avaliar o desempenho dos colaboradores, gestores precisam desenvolver a capacidade de analisar a própria atuação.

"Antes de avaliar a equipe, preciso avaliar a mim mesma", destacou ao abordar a influência da liderança sobre os resultados organizacionais.

A reflexão conduziu naturalmente a outro tema recorrente nas empresas: a relação entre autoridade e influência.

Ao apresentar os diferentes níveis de liderança, chefe, gestor, líder e mentor , explicou que organizações amadurecem quando seus líderes deixam de exercer autoridade apenas pelo cargo e passam a influenciar pessoas por meio da comunicação, do exemplo e da construção de processos.

Segundo a estrategista, muitos problemas atribuídos ao desempenho dos colaboradores estão, na realidade, relacionados ao desalinhamento entre competências, funções e expectativas.

Foi nesse contexto que apresentou o conceito da "cadeira errada", utilizado para ilustrar situações em que profissionais deixam de entregar resultados não por falta de capacidade, mas porque ocupam posições incompatíveis com seus talentos e habilidades.

A observação amplia a discussão iniciada por Simone Berté.

Enquanto a primeira palestra mostrou como crenças e padrões de pensamento influenciam decisões individuais, Tailise demonstrou que essas decisões repercutem diretamente na estrutura organizacional, nos processos e na forma como equipes são conduzidas.

 

Imagem

Quando o desenvolvimento pessoal encontra o crescimento dos negócios

Se as duas primeiras apresentações construíram a base conceitual da imersão, a participação de Thalita Zanin aproximou esses conceitos da prática empresarial.

Especialista em negócios High Ticket, mentora da Athera Brasil e do método MPS no Paraguai, Thalita conduziu sua apresentação utilizando a própria trajetória como exemplo de adaptação, tomada de decisão e construção de visão estratégica.

Mais do que relatar experiências profissionais, mostrou como diferentes etapas da carreira contribuíram para ampliar competências que hoje sustentam sua atuação como empresária e mentora.

Ao longo da apresentação, compartilhou passagens que envolveram o esporte de alto rendimento, a dança profissional, o empreendedorismo, a comunicação e a educação, demonstrando que cada mudança representou uma oportunidade de aprendizado.

"Minha carreira nunca foi uma linha reta. Cada transição trouxe uma nova habilidade e uma nova perspectiva", afirmou.

A fala não teve como objetivo valorizar uma trajetória pessoal, mas ilustrar um dos principais conceitos discutidos durante toda a manhã: desenvolvimento profissional acontece de forma contínua e acompanha a evolução das pessoas, dos negócios e das circunstâncias.

Segundo Thalita, capacidade de adaptação tornou-se uma competência indispensável para profissionais que desejam crescer em ambientes cada vez mais dinâmicos.

Foi justamente essa integração entre desenvolvimento humano e desenvolvimento empresarial que deu origem a uma das reflexões mais marcantes da Imersão Visão.

 

Imagem

 

Mais do que relatar mudanças profissionais, sua fala trouxe uma reflexão sobre a construção da visão de futuro. Segundo a especialista, muitos profissionais e empresários condicionam suas decisões às circunstâncias do presente, quando deveriam orientá-las pelo futuro que desejam construir.

Foi nesse momento que apresentou uma das mensagens centrais da imersão.

"A visão precisa estar alinhada ao que você deseja construir, e não à condição em que você está."

Para explicar esse conceito, utilizou a metáfora da subida de uma montanha.

Na avaliação da mentora, ninguém consegue visualizar toda a paisagem antes de iniciar a caminhada. A visão amplia-se conforme cada etapa é percorrida.

Esperar todas as respostas antes de agir, segundo ela, é uma das razões pelas quais muitos projetos deixam de sair do papel.

"A visão só aparece no caminho."

A reflexão dialogou diretamente com os conteúdos apresentados anteriormente por Simone Berté e Tailise Pritsch. Enquanto uma discutiu como crenças e padrões de pensamento influenciam decisões, e a outra demonstrou que estratégia depende de diagnóstico e clareza sobre a realidade do negócio, Thalita acrescentou um terceiro elemento: a importância de sustentar uma visão de longo prazo, mesmo diante das incertezas que acompanham qualquer trajetória profissional ou empresarial. 

 

 

 

Imagem

Liderança como diferencial competitivo

Embora cada especialista tenha desenvolvido sua apresentação a partir de perspectivas distintas, todas convergiram para um mesmo entendimento.

Em um ambiente empresarial caracterizado pela velocidade das mudanças, pelo avanço da tecnologia e pela disponibilidade crescente de ferramentas de gestão, o diferencial competitivo das organizações está cada vez menos associado apenas ao conhecimento técnico.

A capacidade de interpretar cenários, desenvolver pessoas, construir cultura organizacional, tomar decisões consistentes e manter uma visão estratégica tornou-se um ativo tão relevante quanto produtos, serviços ou processos.

 

Imagem

Ao reunir especialistas de diferentes áreas em uma proposta que integrou desenvolvimento pessoal e profissional, a Imersão Visão trouxe uma experiência diferenciada e  convidou os participantes a revisitar conceitos, desafiar crenças e ampliar a forma como enxergam carreira, liderança e negócios.

Em um mercado que exige adaptação constante, talvez esse seja um dos principais aprendizados deixados pela Imersão Visão: o crescimento não depende apenas de planejamento ou estratégia, mas da capacidade de desenvolver pessoas preparadas para liderar mudanças, transformar conhecimento em ação  e promover mudanças, mesmo diante aos desafios do mercado, do medo e das crenças que limitam as iniciativas, o futuro depende de uma mentalidade trabalhada na ação conduzida por uma visão clara de onde se quer chegar para alcançar o sucesso profissional e, consequentemente, o sucesso pessoal.


Na foto os participantes da Imersão Visão.

WhatsApp