Mulheres que constroem o futuro dos negócios
Por Redação LADIES
Fundadora da Revenue Thinkers, a especialista defende uma abordagem integrada que está redefinindo a forma como empresas crescem no Brasil.
Durante muito tempo, crescimento empresarial foi associado a talento individual, equipes comerciais agressivas e metas cada vez mais ambiciosas. Mas em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela transformação digital e pela complexidade dos mercados, essa lógica já não é suficiente.
Por trás das empresas que crescem de forma consistente existe algo menos visível, porém muito mais poderoso: estrutura, alinhamento, inteligência e estratégia.
É justamente nesse cenário que Amanda Alves vem construindo sua trajetória.
Reconhecida hoje como uma das principais especialistas brasileiras em Revenue Operations (RevOps), Amanda se tornou referência ao defender uma visão que rompe paradigmas tradicionais. Para ela, receita não nasce apenas das vendas. É resultado da integração entre pessoas, processos, tecnologia e dados.
Uma ideia que parece simples, mas que está transformando a forma como organizações pensam seu crescimento.
“Empresas sustentáveis constroem sistemas capazes de gerar previsibilidade, inteligência e capacidade de adaptação”, afirma.
A construção de uma visão sistêmica
A história profissional de Amanda é marcada pela busca constante por conhecimento e pela compreensão de que os negócios funcionam como organismos vivos, onde todas as áreas estão conectadas.
Sua formação reúne Relações Internacionais, Gestão Estratégica de Negócios, Business Intelligence e Administração — uma combinação que revela uma característica presente em toda sua trajetória: a capacidade de enxergar além dos limites tradicionais das funções corporativas.
Ao longo de mais de dez anos de experiência, ela participou da estruturação de operações comerciais, governança de CRM, planejamento de vendas, inteligência de receita e implementação de projetos estratégicos voltados à escalabilidade de empresas de tecnologia.
Mas, acima de tudo, Amanda se dedicou a resolver um problema recorrente nas organizações modernas: a desconexão entre áreas que deveriam trabalhar em conjunto.
Marketing, vendas, customer success, produto e financeiro frequentemente perseguem objetivos próprios, utilizam métricas diferentes e operam em silos que dificultam a construção de resultados consistentes.
Foi observando esse cenário que Amanda passou a defender uma nova abordagem.
Para ela, crescimento não pode ser responsabilidade de um único departamento.
Precisa ser uma construção coletiva.
Quando a receita deixa de ser apenas uma meta
A especialidade de Amanda está em uma disciplina relativamente nova no mercado brasileiro, mas que já ocupa papel estratégico nas organizações mais inovadoras do mundo.
Revenue Operations, ou simplesmente RevOps, é um modelo de gestão que conecta todas as áreas responsáveis pela geração de receita.
Mais do que uma metodologia, trata-se de uma mudança cultural.
A proposta é criar alinhamento entre equipes, integrar processos, consolidar dados e transformar informações em decisões mais inteligentes.
Na prática, isso significa eliminar barreiras internas e construir organizações capazes de crescer de forma previsível.
“Não faz sentido pensar crescimento apenas por uma ótica funcional. Marketing, vendas, atendimento, produto e financeiro participam da mesma construção. Receita é um tema organizacional.”
Essa visão se tornou uma das principais bandeiras defendidas por Amanda ao longo dos últimos anos.
O nascimento da Revenue Thinkers
A Revenue Thinkers surgiu a partir de uma percepção simples.
Apesar do crescimento acelerado do tema no exterior, havia poucos espaços no Brasil dedicados ao desenvolvimento de profissionais de Revenue Operations.
Amanda enxergou uma oportunidade.
Inicialmente criada como uma comunidade de troca de conhecimento, a iniciativa rapidamente ganhou relevância entre profissionais que buscavam aprofundamento técnico, networking e desenvolvimento contínuo.
Com o tempo, a Revenue Thinkers expandiu sua atuação e passou a reunir diferentes frentes de trabalho.
Hoje, a plataforma integra educação, pesquisa, mentoria, produção de conteúdo e consultoria estratégica para empresas que desejam estruturar suas operações de receita.
Mais do que uma empresa, tornou-se um ecossistema voltado à disseminação de conhecimento e à profissionalização do mercado.
Uma pesquisa que ajudou a mapear o Brasil
Em 2025, Amanda liderou um projeto considerado um marco para o desenvolvimento da disciplina no país.
O Panorama Brasileiro de Revenue Operations nasceu da necessidade de compreender como as empresas brasileiras estavam estruturando suas operações de receita.
Até então, praticamente não existiam dados nacionais capazes de oferecer um retrato consistente da realidade do setor.
A pesquisa ouviu mais de 400 profissionais de diferentes regiões e segmentos do mercado.
O resultado foi a criação de um dos primeiros índices brasileiros de maturidade em Revenue Operations.
O estudo revelou informações importantes.
Uma das principais conclusões foi que maturidade operacional não está necessariamente relacionada ao porte da empresa ou ao tamanho das equipes.
O fator decisivo é o comprometimento da liderança e o nível de integração entre as áreas responsáveis pelo crescimento.
“Empresas mais maduras são aquelas que compartilham objetivos, métricas e responsabilidades. Não se trata apenas de comunicação entre áreas, mas de alinhamento real em torno do mesmo resultado.”
Os dados ajudaram a consolidar discussões que antes eram baseadas apenas em percepções e experiências isoladas.
Mais do que um levantamento estatístico, a pesquisa contribuiu para fortalecer a profissionalização do setor no Brasil.
O desafio da era da inteligência artificial
Vivemos um período em que a inteligência artificial vem transformando praticamente todas as áreas dos negócios.
Automação, análise preditiva e processamento de dados em larga escala já fazem parte da rotina de empresas de diferentes portes.
Amanda acompanha de perto esse movimento.
Mas sua visão sobre tecnologia é marcada pelo equilíbrio.
Ela acredita que a inovação, por si só, não resolve problemas estruturais.
Na verdade, pode até ampliá-los.
“A tecnologia acelera aquilo que já existe. Se os processos são frágeis, ela potencializa fragilidades. Se a estratégia é sólida, ela amplia resultados.”
Segundo ela, muitas empresas saíram do desafio da falta de informação para enfrentar um novo problema: o excesso de dados sem contexto, sem organização e sem capacidade de gerar decisões.
Nesse cenário, Revenue Operations ganha relevância justamente por conectar tecnologia, inteligência analítica e gestão estratégica.
Uma missão que ultrapassa o universo das startups
Embora Revenue Operations tenha se popularizado inicialmente em empresas de tecnologia e negócios SaaS, Amanda acredita que seus princípios podem beneficiar organizações de qualquer setor.
Sua missão é democratizar o acesso a esse conhecimento.
Levar conceitos de estratégia de receita para empresas tradicionais, negócios familiares, indústrias, varejo e organizações que buscam crescimento sustentável.
Ao mesmo tempo, ela trabalha na formação de uma nova geração de profissionais preparados para atuar em um mercado cada vez mais orientado por dados e colaboração.
Seu propósito vai além da construção de carreiras ou da implementação de processos.
Está relacionado à transformação da forma como empresas pensam crescimento.
Crescer com profundidade
Em uma época marcada pela busca constante por resultados rápidos, Amanda Alves representa uma voz que defende algo cada vez mais valioso: consistência.
Sua atuação mostra que crescimento sustentável não é fruto de sorte, improviso ou esforços isolados.
É consequência de método, alinhamento e visão estratégica.
Por meio da Revenue Thinkers, de suas pesquisas, mentorias e projetos de consultoria, ela ajuda empresas e profissionais a compreenderem que a verdadeira escalabilidade nasce quando todos caminham na mesma direção.
Mais do que aumentar receitas, Amanda trabalha para construir organizações mais inteligentes, conectadas e preparadas para o futuro.
Porque, para ela, crescer não significa apenas vender mais.
Significa criar estruturas capazes de sustentar o sucesso ao longo do tempo.